Um dia mau que melhorou!


Hoje, tudo correu mal. Não foi só um daqueles dias aborrecidos, foi mesmo um daqueles dias que parecem feitos de propósito para testar a nossa paciência.

Começou logo de manhã. Acordei com o sol a bater-me na cara, o quarto já estava claro demais para aquela hora. Olhei para o telemóvel e apercebi-me do pior: o despertador não tinha tocado, tinha-me esquecido de o ligar na noite anterior. Já passava das oito e meia e eu devia estar no escritório às nove. Levantei-me num sobressalto, toda atrapalhada, e, para ajudar à festa, bati com o dedo mindinho no canto da mesa de cabeceira. Quase que gritei.

Ainda a mancar, vesti-me à pressa. Fui até à cozinha, preparei café à pressa e… claro, entornei tudo por cima da camisa branca nova, aquela que tinha guardado para a reunião importante de hoje. Fiquei ali a olhar para a nódoa a espalhar-se pelo tecido, sem saber se havia de rir ou chorar. Mas não havia tempo para dramas. Peguei numa blusa qualquer, ainda por passar a ferro, e saí de casa, contrariada.

Na rua, parecia que tudo estava contra mim. O trânsito estava um inferno, carros a apitar, motas a passar entre as faixas, taxistas a gritar pela janela. E eu, no meio daquele caos, a ver o relógio a avançar, parada. Cada minuto que passava, mais irritada eu ficava.

Quando finalmente cheguei ao trabalho, já eram quase dez da manhã. Entrei no escritório a tentar disfarçar o atraso, mas claro que não passei despercebida à Marta, a colega que adora mandar bocas.

— Olha quem é ela… Bons olhos a vejam — disse ela, com aquele sorrisinho irritante.

Fingi que não ouvi, mas a verdade é que aquela indireta já me tinha estragado o resto da manhã.

Sentei-me, liguei o computador e, como se o universo ainda não estivesse satisfeito o suficiente, o ecrã ficou preto assim que tentei abrir o relatório da apresentação. Tentei reiniciar, puxar cabos, tudo. Nada. E, claro, foi mesmo nesse momento que a chefe apareceu, já com o ar impaciente de quem espera milagres.

— Está tudo pronto para a reunião? — perguntou ela, seca.

— O computador bloqueou — respondi, enquanto suava por todos os lados.

Ela olhou-me como se eu tivesse cometido um crime.

— Isto é inaceitável, Clara, já devias ter isto pronto desde as nove. — A voz dela ecoou pelo escritório, e eu senti todos os olhares a caírem sobre mim.

Quis desaparecer dali.

O resto do dia arrastou-se, com aquele peso no peito e mau humor, a remoer tudo o que tinha corrido mal. Ao final da tarde, já nem me reconhecia, estava exausta, irritada e com a cabeça prestes a explodir.

Quando saí do trabalho, sem vontade de voltar para casa, peguei no telemóvel e liguei ao Gonçalo. Assim que ouvi a voz dele do outro lado, o nó na garganta desfez-se.

— Nem imaginas o dia que eu tive… — desabafei, já com a voz trémula.

Ele ouviu a minha história toda, em silêncio, como sempre fazia. Ouvi-o respirar fundo do outro lado e depois disse, com aquele tom tranquilo que só ele tem:

— Olha vem ter comigo à praia, precisas de respirar um bocado. Eu trato de tudo!

Não me perguntou se queria. Disse apenas "vem ter comigo", como quem já sabe que é a única solução possível.

Aceitei, sem pensar muito. No fundo, sabia que ele tinha razão.

Quando cheguei à praia, o céu começava a ganhar aquelas cores maravilhosas de fim de tarde, entre o laranja e o rosa, e a areia ainda guardava o calor do sol. O Gonçalo já lá estava, sentado no paredão, com a tote bag que ele me tinha oferecido no meu aniversário, pendurada ao ombro. Eu adorava aquela tote bag, não só por ser bonita, mas porque me lembrava sempre dele. Assim que me viu, sorriu e abriu-me os braços num abraço forte. Senti logo a tensão a começar a dissipar-se.

Sem dizer nada, pegou-me pela mão e guiou-me até um canto mais sossegado da praia, longe do barulho das pessoas que ainda por lá andavam.

Ali, pousou a tote bag no chão e, com aquela calma que eu invejo, começou a tirar as coisas de dentro dela. Primeiro, estendeu uma toalha grande, às riscas azuis e brancas, e depois foi tirando tudo o que tinha preparado: uma garrafa térmica com chá gelado, dois copos de plástico coloridos, uma caixinha com sanduíches de queijo e fiambre, outra com morangos cortados e uns croissants de chocolate deliciosos que ele sabia que eu adorava.

— Achei que precisavas disto — disse, com um sorriso leve, enquanto me servia o chá.

Sentei-me na toalha, ainda demasiado cansada para dizer muito. Só o som do mar já parecia mais eficaz que qualquer remédio.

O vento trazia o cheiro a mar e o som das ondas misturava-se com a voz dele, baixa e calma, enquanto me contava como tinha preparado tudo. Disse-me que, quando atendi o telefone, já tinha decidido que me ia "resgatar" do dia horrível.

Comemos ali, devagar, entre conversas leves e silêncios confortáveis. Aos poucos, senti o corpo a relaxar, como se cada gole daquele chá, cada dentada naquela comida, me fosse devolvendo ao meu lugar.

A certa altura, reparei na tote bag pousada ao nosso lado. Aquela tote bag que ele tinha preparado com tanto cuidado, carregava muito mais do que comida ou toalhas. Carregava o carinho dele, a paciência, a vontade de me fazer lembrar que nem todos os dias maus duram para sempre.

E, ali, com os pés na areia morna e o céu a escurecer devagar, percebi que já estava tudo bem. E agradeci, em silêncio, por o ter na minha vida.


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